A paternidade socioafetiva e os limites da desconstituição: riscos de fragilização da segurança jurídica na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça

Autores

  • Danilo Rafael da Silva Mergulhão Unitins
  • Alice Silva Cavalcante Vieira Unitins
  • Matheus Felipe Silva Dias Soares Unitins

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22240665

Palavras-chave:

Paternidade socioafetiva, Direito de família, ´Princípio da afetividade, Vício de consentimento, Jurisprudência

Resumo

O presente artigo refere-se à evolução do modelo biológico para centrar-se nos vínculos socioafetivos, norteada pelo princípio da afetividade. A análise se concentra na regra de irrevogabilidade do reconhecimento de filhos e nos requisitos jurídicos para a anulação do registro civil em casos de vício de consentimento ou erro induzido. Adotando-se uma metodologia estatística quali-quantitativa para a análise de acórdãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os dados mostram que a Corte Superior trata a desconstituição de paternidade como medida excepcional, exigindo comprovação de requisitos. Por fim, o estudo conclui que a jurisprudência reforça primeiramente o afeto e a estabilidade das relações parentais, garantindo o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente.

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Biografia do Autor

Danilo Rafael da Silva Mergulhão, Unitins

Doutor em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Mestre em Direito Privado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Graduado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Advogado. Professor Assistente do Curso de Direito da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) e Professor de Graduação e Pós-Graduação lato sensu do IDP. Líder e pesquisador do Grupo de Pesquisa “Direito, Desenvolvimento e Sustentabilidade: uma abordagem transversal entre Direito Empresarial, Direito Civil e Constituição Econômica”, vinculado à UNITINS, e pesquisador do grupo “Direito Privado no Século XXI”, no IDP. É professor orientador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Extensão (PIBIEX).

Alice Silva Cavalcante Vieira, Unitins

Estudante de Direito pela Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Direito, Desenvolvimento e Sustentabilidade: uma abordagem transversal entre Direito Empresarial, Direito Civil e Constituição Econômica”, vinculado à UNITINS.

Matheus Felipe Silva Dias Soares, Unitins

Estudante de Direito pela Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), pesquisador do Grupo de Pesquisa “Direito, Desenvolvimento e Sustentabilidade: uma abordagem transversal entre Direito Empresarial, Direito Civil e Constituição Econômica”, vinculado à UNITINS. É extensionista Projeto Código Aberto: Conversas sobre Direito Privado vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Extensão (PIBIEX).

Referências

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Publicado

2026-09-02

Edição

Seção

Jurisprudência comentada