Impactos da estatização dos bens coletivos no acesso à justiça e o reconhecimento de uma nova categoria de bens

Autori

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19871118

Parole chiave:

Acesso à justiça, Bens comuns, Cidadania, Direitos humanos, Políticas públicas

Abstract

O objetivo geral do artigo é compreender como a estatização de bens coletivos, pela pessoa jurídica do Estado, prejudica o acesso à justiça.  O problema de pesquisa encontra-se na pergunta: como a estatização de bens coletivos impacta o acesso à justiça? O artigo se divide em 3 seções. Na primeira, explicam-se aspectos do paradigma jurídico e político da República dos romanos. Na segunda, verifica-se a estatização dos bens coletivos pela pessoa fictícia estatal. Na terceira, analisa-se a categoria de bens coletivos propriamente ditos numa perspectiva de futuro. O método de abordagem é dedutivo, o método de procedimento é o monográfico e a técnica de pesquisa bibliográfica documental, sendo que foram verificados artigos jurídicos, doutrina, revistas jurídicas, normas constitucionais e infraconstitucionais. Conclui-se, em linhas gerais, que o modelo moderno de propriedade público-privada impacta o acesso à justiça ao descartar do plano de validade jurídica o exercício da cidadania participativa em temas e espaços que não estão sendo devidamente ocupados pelo Estado.

Downloads

I dati di download non sono ancora disponibili.

Biografia autore

Maurício da Cunha Savino Filó, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Doutor em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Universidade Federal de Santa Catarina (2018). Possui Mestrado em Direito pela Universidade Presidente Antônio Carlos - PPGD - UNIPAC (2010), possui Graduação (2004) e Pós-Graduação lato sensu em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (IEC, 2004). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense (PPGD/UNESC). Professor da Graduação e Membro do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Direito da UNESC. Líder do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Políticas Públicas e Acesso à Justiça. Participa da Rede de Pesquisa em Republicanismo, Cidadania e Jurisdição - RECIJUR, que congrega: UFSC, UCS e UNESC. Membro do Núcleo de Estudos em Estado, Política e Direito (Nuped) e do LADSSC - Laboratório de Direito Sanitário e Saúde Coletiva. Possui experiência na área do Direito, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas Públicas de Acesso à Justiça; Formas de Resolução de Conflitos; Direitos Humanos e Novas Tecnologias; e Republicanismo. Advogado.

Riferimenti bibliografici

ANK, Jaíne Gláucia Teixeira; FILÓ, Maurício da Cunha Savino. A necessidade de prova científica biopsicossocial para a implementação de direitos da pessoa com deficiência intelectual. Civilistica.com, a. 14, n. 1, 2025.

ARAÚJO, Aloízio Gonzaga de Andrade. O direito e o Estado como estruturas e sistemas: um contributo à teoria geral do direito e do Estado. Belo Horizonte: Faculdade de Direito da UFMG/Movimento Editorial, 2005.

CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. Acesso à justiça. Porto Alegre: SAFE, 1988.

CAPRA, Fritjof; MATTEI, Ugo. A revolução ecojurídica: o direito sistêmico em sintonia com a natureza e a comunidade. Trad. Jeferson Luiz Camargo. São Paulo: Cultrix, 2018.

CASTRO, Cláudio Henrique de. O Referendo como requisito procedimental de vigência das mudanças constitucionais no Brasil Contemporâneo: uma proposta inspirada no Direito Romano e na democracia direta da Confederação Suíça moderna. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2019. Orientador: José Isaac Pilati, 2019.

CHEVALLIER, Jean-Jacques. As grandes obras políticas: de Maquiavel a nossos dias. Trad. Lydia Christina. 2. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1966.

DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. Comum: ensaio sobre a revolução no século XXI. Trad. Mariana Echalar. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2017.

DURANT, Will. César e Cristo: história da civilização romana e do cristianismo até o ano 325. Trad. Mamede de Souza Freitas. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 1971.

FILÓ, Maurício da Cunha Savino. O tribunato da plebe na república romana: aportes ao constitucionalismo brasileiro contemporâneo. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina. Orientador: José Isaac Pilati. Florianópolis: 2018.

FILÓ, Maurício da Cunha Savino. A res publica na Realeza romana: direito, família e organização política cidadã. Rev. Fac. Direito UFMG, n. 84. Belo Horizonte: jan.-jun./2024.

GROSSI, Paolo. Da sociedade de sociedades à insularidade do estado entre medievo e idade moderna. Sequência: estudos jurídicos e políticos. Florianópolis: jan./2007.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Filosofía del derecho. Introducción de Carlos Marx. Trad. Angélica Mendoza de Montero. 5. ed. Buenos Aires: Claridad, 1968.

HOBBES, Thomas. Leviatã: ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

HYPPOLITE, Jean. Introdução à filosofia de Hegel. Trad. Amílcar de Garcia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.

IGREJA, Rebecca Lemos; RAMPIN, Talita Tatiana Dias. Acesso à justiça: um debate inacabado. Suprema: Revista de Estudos Constitucionais, vol. 1, n. 2. Brasília: 2021.

JUNQUEIRA, Eliane Botelho. Acesso à Justiça: um olhar retrospectivo. Revista Estudos históricos, vol. 9, n. 18, Justiça e cidadania, 1996.

JUSTINIANO I, Imperador do Oriente. Digesto de Justiniano. Livro primeiro: Introdução ao direito romano. Trad. Hélcio Maciel França Madeira. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. Livro 1: Introdução ao direito romano/imperador do Oriente.

KUHN. Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. Trad. Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 12. ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.

LÍVIO, Tito. Historia de Roma: desde a fundação da cidade. Ed. bilingue. Trad. Mônica Costa Vitorino. Introdução e notas de Júlio César Vitorino. Revisão da Tradução Guilherme Gontijo Flores. Belo Horizonte: Crisálida, 2008. Livro 1: A monarquia.

LOBRANO, Giovanni. Il potere dei tribuni della plebe. Milano: Giuffrè, 1983.

LOBRANO, Giovanni. A teoria da respublica (fundada sobre a “sociedade” e não sobre a “pessoa jurídica”) no Corpus Juris Civilis de Justiniano (Digesto 1.2-4). Sequência: estudos jurídicos e políticos, n. 59. Florianópolis: dez./2009.

LOBRANO, Giovanni. Qualche idea, dal punto di vista del diritto romano, su origine e prospettive del principio di laicità. Diritto @ Storia: Rivista Internazionale di Scienze Giuridiche e Tradizione Romana, n. 10. Sassari: 2012.

LOBRANO, Giovanni; ONIDA, Pietro Paolo. Rappresentanza o/e partecipazione. Formazione della volontà “per” o/e “per mezzo di” altri. Nei rapporti individuali e collettivi, di diritto privato e pubblico, romano e positivo. Diritto @ Storia: Rivista Internazionale di Scienze Giuridiche e Tradizione Romana, n. 14. Sassari: 2016.

MEIRA, Silvio Augusto de Bastos. A Lei das XII Tábuas: fonte do direito público e privado. 3. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Forense, 1972.

NANNI, Giovanni Ettore. Comentários ao Código Civil: direito privado contemporâneo. 2. ed. São Paulo: Saraiva Jur, 2021.

NIN Y SILVA, Celedonio. Historia política de los Papas: desde la Revolución Francesa a Nuestros Días. Montevideo: Independencia, 1943.

NUNES, Francisco Pizzette. Direito à saúde: pluralismo e participação popular na tutela do SUS e da saúde suplementar. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2012.

NUNES, Francisco Pizzette. As relações jurídicas na pós-modernidade: fundamentos para uma práxis jurídica complexa no exercício e tutela do Direito. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina. Orientador: José Isaac Pilati. Florianópolis: 2018.

ORESTANO, Riccardo. Azione. Diritti soggettivi. Persone giuridiche. Bologna: Il Mulino, 1978.

PARICIO, Javier; BARREIRO, A. Fernander. Historia del derecho romano y su recepción europea. 10. ed. Madrid: Marcial Pons, 2014.

PETIT, Paul. La pax romana. Trad. Juan José Faci. Editorial Labor, 1969.

PILATI, José Isaac. Planejamento urbano: o povo constitucional e a tarefa teórica de resgate do coletivo. Sequência: estudos jurídicos e políticos. Florianópolis: jan./2007.

PILATI, José Isaac. Propriedade & função social na Pós-Modernidade. 3. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017.

PILATI, José Isaac. Audiência pública na Justiça do Trabalho. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017.

RAUMSOL. Artículos e Publicaciones (Recopilación). Rosario: Establ. Gráfico Pomonio,1937.

RIBAS ALBA, José Maria. Libertad: la vía romana hacia la democracia. Granada: Comares, 2009a.

RIBAS ALBA, Jose Maria. Democracia en Roma: introducción al derecho electoral romano. Granada: Comares, 2009b.

RIBAS ALBA, José Maria. Génesis del derecho en Roma: prolegómenos al estudio del derecho romano arcaico. Madrid: Tecnos, 2015.

RINALDI, Norberto. Tribuno de la plebe e defensor del pueblo. In: TAVARES, Ana Lúcia de Lyra; CAMARGO, Margarida Maria Lacombe; MAIA, Antônino Cavalcanti (Org.). Direito público romano e política. Rio de Janeiro: Renovar, 2005.

SCHIAVONE, Aldo. Uma história rompida: Roma antiga e Ocidente moderno. Trad. Fábio Duarte Joly. São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 2005.

SCHIAVONE, Aldo. O jurista. In: GIARDINA Andrea (Org.). O homem romano. Trad. Maria Jorge Vilar de Figueiredo. Lisboa: Presença, 1991.

SURGIK, Aloísio. A sucessão testamentária no direito romano tardio e seu papel na gênese da pessoa jurídica. Stvdia Ivridica, 88, Colloquia – 16. Coimbra Editora: Universidade de Coimbra, 2006.

VALDITARA, Giuseppe. Lo stato nell’Antica Roma. Soveria Manelli: Rubbettino, 2008.

VIEIRA, Reginaldo de Souza. A cidadania na República Participativa: pressupostos para a articulação de um novo paradigma jurídico e político para os Conselhos de Saúde. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina. Orientador: José Isaac Pilati. Florianópolis: 2013.

Pubblicato

2026-04-29

Fascicolo

Sezione

Doutrina contemporânea

Puoi leggere altri articoli dello stesso autore/i